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  • Como foi o evento online sobre as oportunidades de carreira em tecnologia

    Como foi o evento online sobre as oportunidades de carreira em tecnologia

    Mulheres em tecnologia foi um webinário organizado por uma entre o BRAVE e o Consulado do Brasil em San Francisco no dia 14 de novembro. O tema desse evento virtual foi a diferença de áreas e funções dentro da indústria de tecnologia. Tivemos um painel de três profissionais experientes compartilhou suas experiências trabalhando em empresas no Vale do Silício. Pudemos também abordar as suas perspectivas sobre esse setor pelo olhar da área de Gestão de Produto, Recursos Humanos e Segurança Digital. Esclarecemos as principais dúvidas sobre as responsabilidades e competências de diferentes carreiras em tecnologia e o que diferencia os profissionais que atuam em cada uma delas.

    Conheça o painel

    Carolina é entusiasta em Strategy & Ops leader com mais de uma década de experiência na Google. Desde que se relocou para São Francisco (CA) em 2013, ela teve oportunidade de atuar em quatro funções diferentes na empresa e atualmente lidera o time Cybersecurity Strategy and Ops para Google Cloud. Quando não está no escritório, ela aproveita seu papel de mãe de duas crianças. Embora a vida seja corrida, ela ainda sonha em voltar para seu treinamento em artes circenses.

    https://www.linkedin.com/in/carolina-gurgel-andrade-0637478/

    Juliana Graef, formada em Administração de Empresas com especialização em Gerenciamento de Recursos Humanos. Mudou-se para os Estados Unidos em 2005 e, em 2007, iniciou sua carreira em recrutamento e seleção de talentos. Atualmente, desenvolve estratégias de recrutamento, conectando profissionais de nicho com equipes excepcionais focadas no desenvolvimento de tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning e robótica, transformando suas vidas e a experiência dos nossos clientes globais na Amazon. Juliana é mãe de duas crianças incríveis, tem dois cachorros adoráveis, ama viajar e é entusiasta de um estilo de vida ativo e saudável.

    https://www.linkedin.com/in/julianagraef/

    Com uma abordagem voltada a tornar conceitos tecnológicos mais acessíveis no cotidiano corporativo, Lorena é dedicada a conectar pessoas a tecnologias que atendam suas necessidades e otimizem suas experiências com soluções digitais. Atualmente, como Sr. Technical Product Manager no PayPal, ela lidera a estratégia e execução de soluções na área de internacionalização de produtos. Sua trajetória começou em comunicação e relações públicas, e ela encontrou seu caminho na tecnologia durante o mestrado em Comunicação Estratégica na Universidade de San Francisco, onde também trabalhou com o departamento de serviços para alunos internacionais. Desde que se mudou para os Estados Unidos em 2018, reconstruiu sua comunidade através da dança, atividades culturais, e mais recentemente, se juntou ao time de voluntárias do BRAVE.

    https://www.linkedin.com/in/loremoreira/

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  • Como foi a 1ª edição do bate-papo online “Trajetórias de Carreira”

    Como foi a 1ª edição do bate-papo online “Trajetórias de Carreira”

     

    Tela do evento virtual com as fotos das participantesNo dia 5 de setembro tivemos um bate-papo virtual em que duas BRAVEs compartilharam o que elas aprenderam durante suas carreiras nos EUA.

    Cada uma de nós está percorrendo um caminho diferente em busca dos nossos objetivos profissionais. Temos muito o que aprender com as experiências umas das outras. Apoiar a carreira das BRAVEs é um dos nossos principais objetivos. Pensando nisso criamos esse evento virtual em que duas profissionais da nossa comunidade contaram como foi fazer a transição de carreira para o mercado de trabalho americano e o que elas estão fazendo para continuar crescendo e se desenvolvendo.

    Para participar da nossa comunidade dedicada a profissionais brasileiras vivendo nos EUA, entre no grupo do LinkedIn.

    Panelistas

    Angela Teodoro

    Chief of Staff e Diretora de Marketing de Produto, Angela fez uma bem-sucedida transição de carreira do Direito para o Marketing quando se mudou para os EUA. Além de atuar em empresas como NetApp, eBay e Pure Storage, Angela fundou o BRAVE – uma organização sem fins lucrativos (503c) que apoia mais de 7 mil mulheres brasileiras vivendo nos EUA.

    Raissa Kahn

    Engenheira de Manufatura com especialização em Engenharia da Qualidade pela Poli-USP, Raissa trabalhou por 23 anos em fábricas do Brasil, Argentina e Estados Unidos tendo a carreira majoritariamente na indústria automotiva. Nos últimos 6 anos, foi responsável pela validação e gerenciamento da qualidade na cadeia de fornecimento de Soft Goods de uma big tech do Silicon Valley. Adepta do Movimento FIRE, se aposentou aos 41 anos e agora está focada em seu projeto mais importante da vida: a família!

  • Manifestações do racismo estrutural no Brasil e como ser uma aliada antirracista

    Manifestações do racismo estrutural no Brasil e como ser uma aliada antirracista

    “O racismo é estrutural e está dentro de nós. É histórico e é resultado de como construímos nossa sociedade”, afirmou Lara Barreto, diretora de parcerias do Vetor Brasil, durante o bate-papo virtual sobre Identidade Racial e Diversidade no Brasil, organizado pelo BRAVE, no dia 13 de junho.

    Como parte de nossas ações voltadas para o combate à discriminação racial, organizadas para aprofundar a conversa a respeito dos movimentos Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), o diálogo com Lara lançou luz a sua experiência como mulher negra no Brasil. Ela apresentou alguns dados e histórias que mostram o panorama do racismo estrutural.

    “A intenção em trazer esses dados é mostrar como a população negra, hoje, está sendo vista de forma geral. Como está sendo percebida nos canais que a maioria acessa”, disse.

    Em sua exposição, apresentou dados que mostram manifestações objetivas do racismo estrutural, como por exemplo, a menor incidência de famílias negras com rendas per capita superiores a 3 salários mínimos, a menor frequência escolar com relação a brancos, e a porcentagem de representatividade de negros e pretos em espaços políticos, como o Congresso. Considerando que mais de 50% da população é negra, segundo o IBGE – sendo uma das maiores comunidades fora da África – uma representatividade proporcional nos espaços de poder político, social e econômico.

    Enquanto muitos indicadores apresentam melhorias em relação à desigualdade no Brasil nos últimos anos, eles ainda escancaram a lacuna entre negros e brancos. E isso apenas nos dados objetivos.

    Para falar da manifestação subjetiva do racismo, Lara questionou a falta de representação positiva de personagens negros na literatura e telenovelas. Em sua grande parte, os personagens negros ficam limitados a posições de subalternidade – como escravos ou funcionários domésticos – ou em tramas de violência ou vulnerabilidade.

    “Se eu, uma mulher ou criança negra, só vejo a representação de pessoas negras dessa forma nos livros, na Câmara, nas escolas, nos professores, por que eu acredito que este é um espaço que o negro pode estar, que esse é um espaço que eu posso ocupar?”, questionou. “E, enquanto pessoa não negra, porque eu acredito que essa pessoa tem capacidade de estar lá e que esse lugar também é dela?”.

    Consciência e aliança no antirracismo

    Lara também explicou as raízes históricas e sociais das manifestações recentes de racismo, como nas manifestações do Black Lives Matter, nos EUA, e Vidas Negras Importam, no Brasil. Neste contexto, sugeriu que pessoas brancas podem se tornar aliadas da luta antirracista.

    Se você ainda não conferiu nossas listas de recursos sobre questões raciais, confira aqui o conteúdos referentes ao Brasil em português, com diversas indicações feitas durante nosso bate-papo com a Lara. Acesse também os conteúdos referente aos EUA em inglês.

    Para ela, antes de tudo é preciso entender o histórico da escravidão no Brasil. Segundo uma analogia realizada pelo pesquisador Giovani Rocha, se a história do Brasil fosse condensada em apenas 5 dias completos, o tempo em que a população negra foi escravizada representaria mais de 3 dias completos.

    Lara acredita que as pessoas não-negras têm um papel muito importante nesse lugar de ruptura do modelo que a gente vive até hoje e reforça a importância da empatia, referindo-se ao conceito na obra “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro:

    Aqui destacamos um trecho de sua fala no evento:

    “O não-negro nunca estará no lugar do negro. Nunca vai ter vivido a realidade de passar na rua e não ter que usar nada coberto para não ser confundido com ninguém, e ser levado para polícia. (…) O desafio que é agora sair de máscara, principalmente para homens jovens e negros, como que eu vou sair de máscara na rua e não ser abordado?
    E nunca passaram por isso e nunca vão passar. E não precisam sentir essa dor para poder ser aliado e estar próximo. O ponto principal aqui é: como que ‘Eu’, entendendo que existe essa realidade, em que quase quatro dias de uma história de cinco dias em que os povos negros foram escravizados, e todos esses dados que discutimos, como que eu converso com as pessoas que são como eu, que passaram pelas realidades que eu passei? (…) E os aliad@s vão ter muito mais propriedade para fazer essa discussão e serem ouvidas nesses espaços. E nas manifestações do BLM a gente viu como se deu: as barreiras de pessoas brancas para enfrentamento a polícia, de proteção. Porque, de fato, a vida negra, hoje, no Brasil, vale menos. Os negros são mais mortos, como vimos nos dados. Então, se eu consigo proteger o outro, que eu faça da melhor forma possível sem negligenciá-lo e sem excluí-lo”.

    O bate-papo virtual contou com a participação de 33 pessoas que contribuíram com comentários, perguntas e ideias de como podemos continuar a nossa jornada de aprendizado sobre esse tema tão importante.

    Para mais encontros como esse, acompanhe nosso site, redes sociais (Facebook, Instagram, LinkedIn) e Newsletter mensal